Coworking é solução barata para quem está iniciando um negócio próprio

Coworking é solução barata para quem está iniciando um negócio próprio

Além de baratear os custos iniciais da empresa, escritórios compartilhados facilitam o networking e a captação dos primeiros clientes
 

Pela redação - www.incorporativa.com.br

13/02/2012 

Os espaços compartilhados de trabalho ou escritórios coletivos – conceito conhecido como coworking – têm crescido em grande escala no país, na carona do crescente número de brasileiros que por necessidade ou oportunidade se aventuram no mundo dos negócios. O Brasil ocupa hoje a sétima posição no ranking mundial de empreendedorismo. De acordo com o Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa 2010/2011, realizado pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre 2001 e 2009, o número de donos de micro e pequenas empresas e de trabalhadores por conta própria passou de 20,2 milhões para 22,9 milhões no país. 

“A principal vantagem do coworking está na economia de custos, principalmente nos primeiros meses de existência da empresa. Gastos que seriam decorrentes da compra ou aluguel de um imóvel, luz, além de linhas telefônicas e conexões de internet deixam de existir, o que dá mais tranquilidade ao empresário que está iniciando”, explica Andrei Bordin, um dos diretores da Trampolim, empresa que oferece esse tipo de serviço em São Paulo.

Localizada em Perdizes, na zona Oeste da capital, a Trampolim oferece toda a estrutura administrativa, como ponto de acesso a internet, telefone, sala de reunião e secretária para auxiliar na rotina. Os valores são definidos de acordo com a quantidade de dias que a pessoa compartilhará o escritório. Há, inclusive, planos mensais e possibilidades de alugar salas, de acordo com a necessidade e tamanho da empresa do interessado.

“Outro público que tem recorrido bastante ao coworking são jovens recém-formados, que saem das universidades com uma boa ideia na cabeça e ávidos por se tornarem donos de seus próprios negócios. Para eles, dividir o escritório com outros tipos de profissionais, além de enriquecer a experiência, ajuda no networking, essencial para a captação de clientes”, afirma Bordin. O executivo da Trampolim também diz que o escritório coletivo tem sido procurado por pessoas de outros estados que, de passagem por São Paulo, usam a estutura oferecida pela empresa para exercerem suas atividades durante o período de estada.

Apesar do crescimento desse conceito de espaço de trabalho compartilhado no país, Bordin acredita que o coworking ainda pode e deve ser mais difundido. “Esse modelo nasceu nos Estados Unidos em 2005 e por lá já virou solução para inúmeros micro e pequenos empresários e autônomos. No Brasil, esse modelo chegou em meados de 2009 e, passados os três primeiros anos, ainda estamos engatinhando. Aos poucos, porém, as pessoas vão conhecendo melhor o sistema e se permitindo experimentar, para sentir no bolso e na força de seu negócio as vantagens dos escritórios coletivos”, conclui o diretor da Trampolim.

Sucesso do Coworking aumenta em São Paulo

Em São Paulo há vários Coworkings, mas só um está fora do eixo Pinheiros/Paulista: o MyJobSpace - o único localizado na zona Sul de São Paulo. Com mais de  600 metros quadrados, dois andares, auditório,  5 salas de reuniões, duas com TVs de LCD, copa, varanda e todos os serviços integrados, o MyJobSpace possui todas as qualidades que o “conceito” pode acarretar: colaboração, acessibilidade e sustentabilidade num lugar só.

“É um ambiente de trabalho melhor que a sua sala, mais tranquilo que uma mesa de shopping e certamente muito mais barato que um escritório convencional. É uma forma de se conectar com pessoas talentosas, pessoas  com quem você pode vir a trabalhar também” afirma Ana Fontes, proprietária do Coworking.

Esse modelo surgiu em  2005 nos Estados Unidos, criado pelo analista de sistemas Bred Neuberg como uma alternativa para fugir do trabalho em casa. Nele, profissionais de diferentes áreas alugam espaços para trabalhar em um local de “Coworking” -  ao pé da letra “Cotrabalho”, ou melhor, “escritório Colaborativo” - aumentando a interação e possibilidades de networking. É um modelo que está dando certo porque sai totalmente fora das amarras de um escritório formal, sem oferecer os riscos das liberdades do home office.

Hoje em São Paulo, um escritório próximo ao metrô com pequena metragem,  não sai por menos de R$ 2 mil, sem contar as despesas de condomínio, luz, copeira, faxineira e contratempos comuns  que só quem tem um escritório sabe, “ Aqui as pessoas que frequentam não precisam se preocupar com a limpeza, se o café vai dar até o final da semana” brinca a proprietária Ana Lúcia Fontes, “ Aqui é só chegar, e trabalhar! O resto fica por nossa conta” afirma.

Sem contar que o espaço colaborativo se torna mais atraente por provocar diariamente um exercício de Networking, a oportunidade de conhecer pessoas interessantes, profissionais, empresas e parceiros que frequentam o espaço.

Fonte: INCorporativa

 

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